Sucesso de público e crítica, a comédia Morte Acidental de Um Anarquista inicia novo ciclo com Marcelo Laham no elenco,
no Teatro Gazeta

Marcelo Laham passa a integrar o elenco ao lado de Henrique Stroeter, Riba Carlovich, Maíra Chasseraux, Marcelo Castro e Rodrigo Bella Dona

Comédia de Dario Fo vista por mais de 200 mil pessoas continua em cartaz no Teatro Gazeta e comemora 400 apresentações em São Paulo

A comédia ‘Morte Acidental de Um Anarquista’, que completa três anos em cartaz, tendo passado por 27 cidades, inicia nova fase nos palcos do Teatro Gazeta, em São Paulo, a partir de 30 de junho, desta vez, em temporada aos sábados, às 22h e aos domingos, às 20h. A montagem do texto de Dario Fo, prêmio Nobel de Literatura em 1997, que contou com Dan Stulbach no elenco ganha agora a participação do ator Marcelo Laham.

A peça parte de um caso verídico, uma controversa investigação de um caso ocorrido em Milão, em 1969, e tem como pano de fundo os ataques terroristas que feriram e mataram dezenas de pessoas e nas cidades de Milão e Roma. O mote é o suposto suicídio de um anarquista acusado pelos atentados que teria se jogado da janela do prédio da polícia durante o interrogatório. O caso ficou nebuloso com incoerências nos depoimentos dos policiais envolvidos, porém ninguém foi condenado por falta de provas.

Um ano após o episódio na história da Itália, Dario Fo estreou sua peça ficcional, uma comédia, que coloca dentro da delegacia naquele dia a figura de um louco revelando práticas de torturas física e psicológica nos interrogatórios policiais. Na dramaturgia, o louco é acusado de falsidade ideológica, por gostar de se passar por outras pessoas, porém se revela mais esperto que o delegado e, ali mesmo, engana a todos fingindo ser um juiz

O que teria acontecido realmente naquele dia? O anarquista se jogou ou fora jogado do quarto andar?

A polícia afirma que o anarquista teria se jogado pela janela do quarto andar, a imprensa e a população acreditam que ele tenha sido jogado. O louco brincando com o que é ou não é real vai desmontando o poder e revelando a verdade ao assumir várias identidades médico cirurgião, psiquiatra, bispo, engenheiro naval, entre outras, além de juiz. Os espectadores se tornam aliados tanto do ator quanto do personagem e ao serem convidados a participar trazem à tona flashes do momento político atual do país para ajudá-lo na reconstituição do suposto crime.

Morte Acidental de Um Anarquista é a peça mais conhecida e premida de Dario Fo. Montada no mundo inteiro, recentemente, em Londres, foi encenada com referências ao caso Jean Charles (brasileiro que ficou conhecido após ser confundido e assassinado erroneamente pela Scotland Yard no Metrô de Londres). No Brasil, já foi montada com Antonio Fagundes e Sérgio Britto como protagonistas em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Nesta montagem, há três anos em cartaz, com direção de Hugo Coelho, o público é recebido pelo elenco do lado de fora, na entrada, com uma apresentação musical. Já no teatro, Marcelo Laham entra em cena para contar o que aconteceu na vida real e explicar o porquê de montar o espetáculo, seguindo a estratégia que Dario Fo de aproximação e reconhecimento. Em seguida, público é convidado a tirar dúvidas e, só depois de todos estarem prontos, o espetáculo começa.

Marcelo Laham
Estreou na televisão na série “Retrato Falado” da Rede Globo em 2000/2004, apresentou o programa “Disney Planet” da Disney Channel em 2001, atuou na novela “Desejos de Mulher” em 2002, na novela “Celebridade” em 2003/2004, na série “JK” em 2005/2006, na série “Toma lá, dá cá” e na novela “Paraíso Tropical” em 2007, atuou nos seriados “Dicas de um sedutor” e “Casos e Acasos”. Em 2008, fez participação na novela “Malhação” e na minissérie “Dalva e Herivelto em 2009, atuou na novela “Insensato Coração” da Rede Globo em 2011, na série “Três Teresas” da GNT em 2013 e na novela “Malhação” 2013/2014 e “Babilônia” da Tv Globo.

Atuou no teatro em 1999 com a peça “Omstrab”, “Bonitinha” em 2000, “Os segredos do Pênis” em 2002/2003 e 2005/2006, “A comédia dos erros” em 2009, “A alma boa de Setsuan” em 2010, “Desconhecidos” em 2011, “Grávido” em 2012/2013, e na peça “Cais ou da indiferença das Embarcações” entre 2012 e 2014.

Henrique Stroeter
Trabalha como ator há 30 anos. Tem formação acadêmica em jornalismo pela Faculdade Casper Líbero. Fez inúmeros cursos livres de dança e teatro. Atualmente está no ar com o Quintal da Cultura produzido pela TV Cultura SP.

Em teatro fez: 39 degraus de Patrick Barlow com direção de Alexandre Reinecke; À meia noite um solo de sax na minha cabeça, texto e direção de Mário Bortolotto, e E o Vento Não levou de De Ron Hutchinson direção de Roberto Lage. Com Grupo Parlapatões atuou e dirigiu o espetáculo Parapapá, circo musical infantil de Hugo Possolo (indicado como melhor diretor Prêmio Femsa 2010). Atuou em O Papa e a Bruxa de Dario Fo, e Vaca de Nariz Sutil de Campos de Carvalho adaptação e direção de Hugo Possolo (indicação melhor ator Prêmio Quem 2008), e no espetáculo As Nuvens de Aristófanes. Sob a direção de Alexandre Reinecke: O Santo e A Porca de Ariano Suassuna, Os Sete Gatinhos de Nelson Rodrigues e Arsênico e Alfazema de Joseph Kesselring. Com o La Mínima, grupo de circo-teatro, fez Luna Park de Domingos Montagner. De Flávio de Souza atuou nas peças Filho de Artista, Chapeuzinho Adormecida no País das Maravilhas, onde está o Nino? Tíbio e Perôneo, e Natal Mágico do Castelo Rá Tim Bum. De Mário Bortolotto: Chapa Quente, Postcards de Atacama, Rolex, Fuck you Baby, Medusa de Rayban e Hotel Lancaster (indicação Melhor Ator Festival Americana 2004).

Na televisão participou de vários programas de sucesso na TV Cultura, entre eles: Rá Tim Bum, Ilha Rá Tim Bum, Castelo Rá Tim Bum (personagem Perônio) X-Tudo todos de Flávio de Souza na TV Bandeirantes fez a novela Dance Dance Dance e foi protagonista da Sitcom Guerra dos Pinto; na Rede Globo participou dos humorísticos: Os Normais, Retrato Falado e Copas de Mel.  No SBT fez a novela Carrossel.

Maíra Chasseraux
Formada pelo Teatro-Escola Célia Helena (2001) e bacharel em Comunicação e Artes do Corpo – PUC SP (2000 – 2005).

No teatro atuou nas peças: Um espetáculo sem patrocínio, autor e diretor Léo Lama; A meia hora de Abelardo, de Hugo Possolo, direção Henrique Stroeter; Romance de Vera de Sá, direção Márcia Abujamra; Brutal de Mário Bortolotto, direção Jairo Mattos; A frente fria que a chuva traz de Mário Bortolotto, direção Mário Bortolotto; Amor de improviso criação da Cia Elevador de Teatro Panorâmico, direção Marcelo Lazzarato; Os que têm hora marcada de Elias Canetti, direção Nelson Baskerville; A hora em que não sabíamos nada uns dos outros, de Peter Handke, direção Marcelo Lazzarato; A Ilha Desconhecida, de José Saramago, direção Marcelo Lazzarato; A Maratona Mundial de Dança, adaptação de Alexandre Matte, direção Marcelo Lazzarato; Uma peça por outra de Jean Tadieu, direção Marcelo Lazzarato.

Na TV fez participações em Lili, a ex, O negócio, Três Teresas e Retrato Falado.

No cinema trabalhou em O Palhaço, longa de Selton Melo; Augustas, longa de Francisco César Filho; A guerra de Arturo, curta de Júlio Taubkin; Onde andará Dulce Veiga? longa de Guilherme de Almeida Prado.

Riba Carlovich
Encenou peças com o grupo Tapa: (de 1994 até 2003): Casa de Orates, de Arthur Azevedo; Morte e Vida Severina, de João Cabral de Melo Neto; Rasto Atrás, de Jorge Andrade; Ivanov, de Anton Tchekov; Executivos, de Daniel Besse; Vestido de Noiva, de Nelson Rodrigues. Sob direção de Eduardo Tolentino de Araújo, encenou: Amor Por Anexins e O Oráculo, de Arthur Azevedo; Direção, Sandra Corveloni.

Suas últimas peças foram: Álbum de Família, de Nelson Rodrigues, Direção: Alexandre Reinecke; O Prodígio do Mundo Ocidental, de John Singe, Direção: Ariela Goldman; O Estrangeiro, de Larry Shue, Direção: Alexandre Reinecke; Acorda Brasil, de Antonio Ermírio de Moraes, Direção: José Possi Neto; Toc Toc, de Laurent Bafie, Direção: Alexandre Reinecke; 12 Homens e Uma Sentença, de Reginald Rose, Direção: Eduardo Tolentino de Araújo; Anti Nelson Rodrigues, de Nelson Rodrigues, Direção: Eduardo Tolentino de Araújo; E na TV, seus últimos foram: Participação na novela Caminho da Índias, Rede Globo, de Glória Perez, Direção: Marcos Schetmann; Força Tarefa, Rede Globo, vários autores, Direção: José Alvarenga Junior

Hugo Coelho
Formado em filosofia é ator e diretor. Em 2015 completará 40 anos de profissão.  No teatro, recentemente, dirigiu (Selvagens) Homem de Olhos Tristes de Händl Klaus, as comédias Me Segura Senão eu Pulo de Luiz Carlos Cardoso e Hoje tem Mazzaropi de Mario Viana; Retratos de William Douglas Home, Os Jogadores, de Nikolai Gogol, a ópera Treemonisha de Scott Joplin, O Contrabaixo de Patrick Suskind, Meu Primo Walter de Pedro Haidar e Quem Casa quer Casa de Martins Penna. Foi assistente de direção na antológica montagem brasileira de Morte Acidental de um Anarquista de Dario Fó com direção de Antonio Abujamra e protagonizada por Antonio Fagundes. Na TV, dirigiu os programas Jornal do Estudante, Brasil Corpo e Alma e o Telecurso segundo grau na TV Globo, a novela Cortina de Vidro de Walcyr Carrasco no SBT e o programa de Entrevistas Terceiro Milênio na Rede Mulher e na Rede Vida.

Como ator atuou nos espetáculos assim é (se lhe parece) de Luigi Pirandello direção de Marco Antonio Pâmio, O Terraço de Jean Claude Carrière com direção de Alexandre Reinecke, Motel Paradiso de Juca de Oliveira com direção de Roberto Lage e Machado de Assis esta Noite autoria e direção de José Antonio de Souza.  Na TV fez as novelas: Água na Boca na TV Bandeirantes e, no SBT, O Direito de Nascer, Cristal, Revelação e Amor e Revolução, além das séries Descolados na MTV e O Negócio na HBO.

É ganhador do prêmio Myriam Muniz com seu projeto de pesquisa Paixões Humanas, uma breve história do teatro ocidental.

Rodrigo Geribello
Formado em Administração de Empresas na FGV. Empreendedor e proprietário da Abre Aspas, empresa de explicação profissional. Acumula 30 anos de estudos em piano clássico e mais de 15 anos de experiência com música no teatro, compôs trilhas para publicidade e para peças de teatro.

Participou da peça “As Viúvas” com o Grupo Tapa fazendo música e sonoplastia ao vivo. Músico e sonoplasta em espetáculos de improviso como Noite de Improviso (com Márcio Ballas) e improvável (Barbixas).

Ficha Técnica
Texto: Dario Fo
Elenco: 
Marcelo Laham, Henrique Stroeter, Riba Carlovich, Marcelo Castro, Maíra Chasseraux e Rodrigo Bella Dona
Música ao vivo:
 Rodrigo Geribello
Direção: 
Hugo Coelho
Tradução: 
Roberta Barni
Cenário: 
Marco Lima
Figurino: 
Fause Haten
Administração e Produção Executiva: 
Keila Blaske
Assessoria de Imprensa: 
Adriana Monteiro 
Foto de Estúdio: 
Heloísa Bortz
Fotos de Cena: 
Erik Almeida
Assistente de Direção: 
Maíra Chasseraux
Estagiário de Direção: 
Rafael De Bona

Teatro Gazeta
Fone: (011) 3253-4102
Temporada: De 30 de junho a 14 de outubro
Gênero: Comédia
Duração: 85 minutos